domingo, 24 de agosto de 2008

Meninas de Ouro





O Brasil precisa de mais meninas e meninos de ouro. O resgate social que o esporte proporciona é algo impressionante. Haja visto a China que investe e incentiva a juventude.

Se gastássemos mais em educação e esporte, certamente gastaríamos menos em combate à segurança.

Acorda, Brasil!

2 comentários:

Marcos Freitas disse...

Otima reflexão, compactuo com o seu ponto de vista.

Zé Caparica disse...

Eu fiz boicote às Olimpíadas, porque eu acho que países não democráticos não deveriam ter direito de sediar eventos mundiais. Os atletas participam, mas o país não sedia. Países onde há pena de morte, ditaduras como a China, etc. Por outro lado, são nessas ditaduras que se criam campeões. Assim é na China, assim foi na Rússia e assim é nos Estados Unidos, onde ali grassa a ditadura do dinheiro farto. Assim é em Cuba, onde em cada escola tem um centro esportivo e em cada centro esportivo tem uma escola. Confesso que não me empolguei nadinha com essa Olimpíada e nem com os resultados. Todas as informações que tive me caíram no ouvido de graça. Tudo na vida é importante. Saúde, educação, esporte e, principalmente, o ETC. E, dentro do ETC, o mais importante á a busca virtual da verdadeira democracia. Ela não existe em país nenhum, mas é mais aperfeiçoada em uns que nos outros. E a democracia, o poder do povo pelo povo, é que deveria determinar a importância de se ganhar medalhas de ouro, de ser potência esportiva, etc. Ainda ecoa como um berro em meus ouvidos uma frase que li no site do Millôr Fernandes. "NÃO CONSIGO RESPEITAR UM HOMEM POR SER UM MILÉSIMO DE SEGUNDO MAIS RÁPIDO QUE O OUTRO". Embora, ainda que sob protesto, me orgulhe de ver a seleção de vôlei ganhar a medalha de ouro, como nem sei o placar, fico imaginando uma partida ganha por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 23/25, 25/23, 23/25 e 25/23. Puta sorte de uma seleção, né? Puta azar da outra, né? Eu sou um homem contraditório e não me envergonho disso. Sou aficcionado em Fórmula 1, pela Ferrari, por Michael Schumacher e pelos 500 milhões de dólares torrados em cada temporada (só pela Ferrari). Quanta fome se poderia matar no mundo só com o que se gasta nesse circo de vaidade e competição irracional e sem escrúpulos. Mas vejo que, por outro lado, os países mais democráticos, mais sociais, que mais zelam pelo bem estar de sua população, não criam grandes atletas, não ganham dezenas de medalhas, não incentivam essa competição desvairada. E rio, debochadamente, de uma seleção de futebol que, em Copa do Mundo é Penta Campeã, mas em Olímpíadas só consegue, quando consegue, chegar no bronze. Se esse ufanismo esportivo fosse dirigido para acabar com as falcatruas políticas, se esse povo que vai em massa aos estádos também saísse nas ruas por decência e moralidade na vida pública, até que eu iria também balançar bandeira "verdamarela" nos estádios da vida. Mas não é isso que ocorre. Choram e se rasgam porque a bola não entrou e o Brasil perdeu, mas não choram pelo tanto que o Brasil perde pela omissão política de seu povo e pelo voto irresponsável que pratica. Assim sendo, minha amiga Tributarista, uma vez que lavei a alma nesse comentário, farei dele uma crônica e a publicarei no meu site. Parabéns pelo seu trabalho e inteligência. Não te vejo mais por lá, mas continuo sendo seu fã, principalmente porque te vejo diariamente no meu site, todos os dias, enquanto o estou produzindo. Um beijão. Seja feliz. Zé Caparica.

 
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