sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Papai Noel do Mal





O fim da CPMF, tributo único no planeta cujo ônus se opera difusamente na cadeia produtiva, longe de significar uma perspectiva de corte de gastos públicos ou de se acelerar a reforma tributária, foi comemorado pela multidão de contribuintes brasileiros de forma efêmera. Tão efêmera quanto o estouro de uma champanhe ou quanto os fogos de artifícios do ano novo.

Não é de se comemorar entretanto o que se passa nos gabinetes do Poder. Mais uma vez se constata que nunca na história deste país um presidente proferiu tantas inverdades. Isso porque, em entrevista à Folha de São Paulo, nos suspiros finais do ano velho, Luís Inácio anunciava que não haveria pacote ou aumento de tributos para compensar a perda da receita com o fim da CPMF.

Belo pacote esse papai noel metalúrgico nos legou, antes que se desmontasse a árvore no Dia de Reis. Presente tardio e indigesto. E, acima de tudo, muito indesejado...

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