segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Quem diria...




O Estadão - O diretório regional do PMDB de São Paulo aprovou, nesta segunda-feira, por unanimidade, a tese de desligamento do governo Lula. Em reunião comandada pelo presidente nacional do Partido, Michel Temer, e pelo do diretório regional, Orestes Quércia, a posição foi aprovada por aclamação.

Segundo Quércia, dois terços dos delegados do partido em todo o País deverão optar pelo afastamento do partido do governo Lula, na convenção nacional convocada para o próximo domingo. São Paulo terá direito a 54 de cerca de 700 votos.

Quércia afirmou que 11 diretórios oficializaram na sexta-feira uma convocação paralela da convenção para evitar que uma eventual manobra de integrantes do partido aliados ao governo, suspendam a convenção do dia 12 próximo. Isto poderia ocorrer por meio de uma reunião da executiva do partido, que os governistas articulam para convocar na quarta-feira.

Michel Temer, porém, disse que nenhum pedido foi oficializado ainda. Temer e Quércia insistiram na independência imediata do partido, como parte de um processo de renovação da legenda e apresentação de candidatura própria em 2006 e negaram, porém, a intenção de fazer oposição acirrada ao governo petista.

Temer confirmou a oferta de ampliação do espaço do partido no governo, mas afirmou que a proposta não interessa a maioria da legenda. "Governabilidade se assegura no parlamento nacional, não com carguinhos no poder executivo. Carguinhos no poder executivo é para dar emprego a quem não tem o tamanho do PMDB", afirmou Temer em seu discurso, numa crítica direta a ala governista do partido.

Para confirmar que o partido vai dar governabilidade ao governo, Temer disse que em 2003 antes da legenda participar de um ministério, o PMDB aprovou mais projetos do que depois da entrada no governo. Temer mencionou que o governo ofereceu o Ministério dos Esportes ao PMDB para que o partido permaneça na administração.

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